Fernando Alonso e a “Tríplice Coroa” do automobilismo

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Para muitos entendedores de automobilismo, Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, 2005 e 2006, é o mais completo piloto do grid, porém, não ganha um título desde 2006, quando ainda corria pela equipe Renault.

Se você quer ser o melhor piloto de carros de corrida em uma determinada categoria, então deve ganhar vários títulos nela ou estar sempre entre os melhores. Dizia um tal de Ayrton que o difícil não era chegar ao topo e sim se manter nele.

Não por falta de competência, mas sim por escolhas erradas, esteve no lugar certo em momentos errados.

Fernando Alonso
Fernando Alonso: (Foto divulgação) F1 Fanatic

Durante o período de hegemonia da RBR, com os quatro títulos mundiais de Vettel, Fernando Alonso sagrou-se vice-campeão por três vezes, levando sua Ferrari “nas costas” contra dois carros muito bem desenhados por Adrian Newey, o “mago” projetista da RBR.

Cansado de ser vice e com problemas internos na escuderia italiana, Alonso decidiu apostar todas as suas fichas no novo projeto da McLaren, que havia retomado uma parceria vitoriosa com a Honda. Até agora, seu faro para estar no lugar certo na hora errada continua afiado.

Fernando Alonso
Fernando Alonso: (Foto divulgação) F1 Fanatic

A “McLata”, como dizem os chateados torcedores da equipe tradicional da F1, segue decepcionando desde o início da parceria em 2015.

Então, como provar ser o melhor piloto sem condições de vencer ou de estar entre os melhores? Foi aí que o espanhol resolveu se desafiar e propôs à equipe algo que atualmente é raro na F1: disputar corridas, paralelamente, em outras categorias. Tá… mas qualquer corrida de qualquer categoria? Claro que não!

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Para ser melhor do que “o melhor” piloto de uma categoria específica, o cara de capacete e balaclava deve ganhar corridas históricas em diferentes categorias.

Fernando Alonso
Fernando Alonso: (Foto divulgação) F1 Fanatic

São elas: GP de Mônaco – Fórmula 1, 500 milhas de Indianápolis – Indy e as 24 horas de Le Mans – WEC (World Endurance Championship), a chamada “Tríplice Coroa”, conquistada apenas por Graham Hill, Bicampeão Mundial de F1, que venceu em Mônaco em 1963, 1964, 1965, 1968 e 1969, Indy 500 em 1966 e Le Mans em 1972.

A equipe de Woking não se opôs ao pedido do Bicampeão e tratou de fazer um baita trabalho de marketing , levantando a moral do espanhol e da própria equipe, claro, já que os motores Honda são fortíssimos na Indy – primeiro desafio de Alonso, que largará em quinto nas 500 milhas de Indianápolis, neste domingo, rumo ao segundo passo para a tríplice coroa, já que Alonso ganhou o GP de Mônaco em 2006 e 2007. Vejamos cenas dos próximos capítulos.

3 COMMENTS

  1. Gostei da matéria e de fato tenho percebido episódio que o Afonso anda chateado . Para mim é um ótimo piloto, mas realmente fez escolhas erradas. Parabéns Danilo gastei muito mesmo do texto

  2. Oi Danilo, adorei seu texto, estava impecável!
    Gosto muito do Alonso e acho que ele tem mesmo que mostrar seu valor. Não sou muito fã de F1, mas domingo vou assistir e torcer por por ele. Mais uma vez parabéns pelo seu trabalho, acabou dispertando meu interesse pelo esporte, vamos ver o que vai acontecer domingo. Um beijo e continue sempre assim meu amigo, bjs!

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